Pages Menu
TwitterFacebook
Categories Menu

Posted by on nov 24, 2012 in Avaliação Educacional, ENEM, INEP, Psicométrica, TRI | 0 comments

Educação, um investimento arriscado. Resultado do Enem 2011.

 

Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF – ASPA-DF

 

Existem inúmeros desafios que a educação nos tem imposto. Também há muitos obstáculos pela frente com as cotas sociais e raciais que dividem (em percentual ainda incerto) as oportunidades de acesso à universidade pública entre alunos cotistas e alunos não cotistas. De outro lado, a qualidade da educação pública e os artifícios mirabolantes encontrados pelos seus gestores ainda não nos dão segurança de que a qualidade da educação melhorará em médio prazo. Por tudo isso, costumamos dizer que investimento em educação no Brasil é tão inseguro, incerto e arriscado quanto o investimento na bolsa de valores.

Mais uma vez os pais e alunos têm diante de si a dura realidade de nossas escolas. O DF ainda é o 4º lugar em termos de boas escolas. O DF é a unidade da Federação com maior número de escolas privadas proporcionalmente e a cada ano surge uma nova escola. Empresários de diversos ramos estão de olho na renda per capita do brasiliense, a maior do País. Isso tudo acende o sinal vermelho para nós, pais, que investimos não só na educação privada, mas na pública através da alta carga tributária e dela não usufruímos.

Como sempre dizemos: no DF contamos nos dedos de uma mão as escolas que têm efetivamente uma melhor qualidade de ensino, que são em torno de cinco e, entra ano e sai ano, essa realidade não muda. Temos 652 escolas públicas e 480 privadas. Esse número exíguo de escolas com bons resultados só nos mostram o quanto temos que ficar de olho no dinheiro investido ao longo do ano com escolas.

Pesa ainda o fato de que o Enem só avalia as escolas que têm o ensino médio. Ficam de fora as escolas que vão até o 5º ano e aquelas que vão até o 9º ano. Nesse caso, o investimento é feito às cegas, pois não há avaliação censitária pelo INEP nessas etapas de ensino. No ano passado, estivemos no INEP e entregamos um ofício onde pedimos que essas escolas fossem avaliadas censitariamente pela PROVA BRASIL, em nosso último contato com aquele órgão sequer localizaram nosso ofício!

O ENEM desse ano trouxe uma excelente novidade: a não divulgação das notas das escolas que não contaram com, ao menos, 50% de participação de seus alunos matriculados. Isso estava sendo usado por escolas pouco éticas, pois selecionavam alunos e figuravam artificialmente no topo da lista, ignorando, entretanto, a sua colocação em grau de participação percentual estabelecido no Enem 2010. Essas distorções apenas desaparecerão quanto o ENEM for obrigatório.

Os dados divulgado no ENEM 2011 apenas refletem os dados do IDEB, divulgados recentemente, que apontaram a estagnação do ensino privado. sobre Isso para nós não era novidade, pois os pais sentem isso no dia a dia. Para refletirmos um pouco sobre esses dados, destacamos algumas preocupações dos pais de alunos.
Sabemos que o Enem não mede todos os aspectos da qualidade do ensino de uma escola, mas dá, sim, um forte indício para orientar onde investir de acordo com seus objetivos. A ASPA quer mais que o 4º lugar para o DF, por isso continuará lutando e pressionando Governo e escolas por uma melhor qualidade do ensino. O DF deve ser modelo para o restante do País, só falta mais ação e menos exploração.

Luis Claudio Megiorin, Presidente da ASPA, Coordenador da CONFENAPA e Membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB-DF

INDICADORES PARA OS QUAIS OS INVESTIDORES (PAIS) DEVEM ATENTAR QUANTO AO RESULTADO DO ENEM 2011

FATOS:
- Dentre as 20 melhores escolas do Brasil, a nossa Capital não figura com nenhuma instituição*;

- O DF possui 480 escolas privadas e apenas cerca de 5 delas apresentam um resultado satisfatório à sociedade;

- As escolas que vão apenas até os 5ºs e 9ºs anos não são avaliadas censitariamente, pois não possuem o ensino médio, aí o investimento é feito no escuro;

- As escolas que possuem filiais não conseguem manter o mesmo grau de aprovação nos vestibulares e notas no ENEM, ou seja, nome pode não garantir a mesma qualidade;

- As escola mais bem avaliadas não possuem filiais e têm turmas reduzidas;

- Algumas escolas possuem salas superlotadas, além do recomendado, cerca de 50 alunos por sala, o que implica em baixa interação com os professores e menor rendimento;

- Os indicadores do IDEB 2012 mostraram estagnação das escolas privadas e o ENEM 2011 confirma esse fato;

- Algumas escolas públicas tiveram desempenho equivalentes às escolas privadas!

- Colégio Militar de Brasília não figura entre as 10 melhores escolas públicas do Brasil**

- A cotas sociais e raciais, somadas às cotas raciais existentes nas universidades, abocanharão mais da metade das vagas nas universidades;

RANKING DAS 5 MELHORES PRIVADAS DO DF:

Nº Participantes Percentual % Nota

1º OLIMPO 42 87,50 675
2º PODION 19 51,35 656
3º GALOIS 128 64,65 651
4º SIGMA – SUL 297 61,49 649
5º SIGMA – NORTE 142 56,13 645

RANKING DAS 5 MELHORES ESCOLAS PÚBLICAS DO DF

(1º COL. MILITAR D.PII – PÚBLICO/PRIVADO) ?
62 62 578
1º CEM INTEGR. GAMA 69 64,49 551
2º CEM SETOR OESTE 218 68,13 534
3º CED 03 GUARÁ 60 54,55 526
4º CEM ASA NORTE CEAN 72 52,55 516
5º CEM TAGUAT NORTE 223 73,11 515

Acesse a Aspa-DF.

Facebook Twitter Email
Read More

Posted by on jun 6, 2012 in Testagem adaptativa, TRI | 0 comments

Cespe/UnB é colocado em xeque

Fonte: Folha dos ConcursosPolêmica envolve o novo sistema de avaliação proposto pela organizadora

03/06/2012 01:13 -

JC&E – O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Ces­pe/UnB) pretende implantar, a partir do segundo semestre deste ano, sistema informatizado para avaliar os inscritos em concursos públicos.

Conhecido como CAT, na sigla em inglês, o padrão de Testes Adaptativos Computadorizados está em uso nos Estados Unidos há cerca de dez anos, e demorou três anos para ser adaptado pela banca às necessidades brasileiras. “O CAT se utiliza da chamada Teoria da Resposta ao Item (T.R.I.), que é a mesma utilizada no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Nele, é criado um banco de itens e estabelecida uma matriz sobre o que pretende ser analisado, por meio da utilização de descritores. Os descritores são parâmetros definidos para cada questão, aptos a relacionar a habilidade do candidato sobre o assunto e a buscar, no banco de dados, a questão mais apropriada para dar continuidade à avaliação”, explica o coordenador de pesquisas em avaliação do Cespe/UnB, Marcos Vinícius Araújo.

De acordo com a lógica seguida pelo sistema, não haverá uma sequência de perguntas comum a todos os candidatos. “Aos pesquisadores coube a função de elaborar um algoritmo, que é o ‘cérebro’, a inteligência do processo e também o responsável por calcular todo o desempenho durante a realização do teste. O candidato responde à questão e as próximas perguntas são atribuídas de acordo com todo o histórico de respostas. No fim, surge o grau de proficiência, que determina a aptidão do indivíduo a realizar tais e tais tarefas”, revela Araújo.

Segundo o coordenador, a avaliação pelo nível de proficiência não permitirá a divulgação do gabarito. Depois de assinalar as respostas que julgar corretas, o concursando não poderá rever a prova e nem interpor recursos. “Uma vez respondida a questão, o candidato não terá mais acesso a ela, até porque prejudicaria a proficiência do participante ao final. Os gabaritos não serão mais disponibilizados. Ao final, o candidato saberá sua pontuação, mas não a dos outros. Nessa metodologia, se pressupõe que não haverá a possibilidade de recursos porque todas as questões já estarão exaustivamente testadas e calibradas. É como no Enem, onde não há gabarito, nem ambiguidade”, diz. A privação ao direito de interpor recurso é apenas um dos pontos polêmicos que envolvem o sistema a ser adotado pelo Cespe. A lista se estende às preocupações quanto à segurança – devido a ação de hackers, vírus e instabilidades no sistema; armazenamento das provas; logística e abrangência de aplicação das avaliações; manutenção ou redução no valor das taxas de inscrição, entre outras dúvidas.

Cheia de benefícios ou desvantagens, dependendo do prisma em que o olhar e a visão de mundo alcançam, a nova tecnologia é uma quebra de paradigmas que permite romper com a estrutura de concursos públicos até então conhecida pelo candidato. Cabe aos concursandos analisarem a proposta, tirarem conclusões e tomarem seu lugar na questão para que, mais na frente, possam comemorar ou lutar pelo que acreditam.

Facebook Twitter Email
Read More

Posted by on jun 6, 2012 in TRI | 0 comments

Artigo sobre testagem adaptativa

Teoria e a prática de um Teste Adaptativo Informatizado
GILBERTO PEREIRA SASSI
Universidade de São Paulo
Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação
Av. Trabalhador São Carlense, 400 São Carlos (SP) – Brazil
gpsassi@gmail.com

Abstract. O objetivo deste trabalho é apresentar os conceitos relacionados a Teste Adaptativo Informatizado, ou abreviadamente TAI, para o modelo logístico unidimensional da Teoria de Resposta ao Item. Utilizamos a abordagem bayesiana para a estimação do parâmetro de interesse, chamado de traço latente ou habilidade. Apresentamos os principais algoritmos de seleção de itens em TAI e realizamos estudos de simulação para comparar o desempenho deles. Para comparar os algoritmos de seleção considerados, usamos aproximações numéricas para o Erro Quadrático Médio e para o Vício e também calculamos o tempo médio para o TAI selecionar um item a ser respondido e número máximo médio de itens respondidos até o critério de parada ser alcançado. Implementamos os algoritmos de seleção: Critério de Owen, Critério da Máxima Informação de Fisher e Critério da Máxima Informação Global no Excel/VBA com uma interface com o software R. Estes algoritmos apresentaram os melhores desempenhos segundo os três indicadores usados nesse estudo.
Keywords: Teste Adaptativo Informatizado, Algoritmos de seleção de item, modelo logístico unidimensional, Teoria de Resposta ao Item

Artigo completo em http://www.icmc.usp.br/~posgrad/geral/artigos2012/Artigo_Gilberto_Pereira_Sassi.pdf

Facebook Twitter Email
Read More

Posted by on mai 30, 2012 in Banco de Itens | 0 comments

Banco de itens é desafio para exame seguro

 

Agência de Notícias da Polícia Federal

28/05/2012
Inep não revela número de questões pré-testadas; em 2011, quantidade era tida como insuficiente
O Ministério da Educação (MEC) luta contra o tempo para equacionar um dos principais desafios já declarados para que o Enem tenha uma edição sem problemas em 2012: contar com um banco de itens em número considerável e seguro. A quantidade desse corpo de questões é tratada com sigilo no MEC, que realiza mutirão para compô-las.
O Banco Nacional de Itens do Inep é composto por questões usadas em diversas provas aplicadas pelo governo Federal, como Enem, Prova Brasil e Enceja.
Desde 2009, quando se tornou vestibular, o Enem acumula falhas. Em 2011, esse banco esteve na berlinda. Mais de dez itens que foram pré-testados em um colégio no Ceará em 2010 caíram no Enem do ano passado, colocando em dúvida se o Inep contava com um número de questões considerado seguro.
O Estado solicitou por dois dias na semana passada o número de questões já arquivadas e pré-testadas. Também foi solicitada a informação de quantas questões seriam produzidas até a realização do exame. A solicitação não foi atendida e a reportagem apurou que esse é um tema que se tornou “sigiloso”.
No fim do ano passado, as informações eram de que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais (Inep) contava com 6 mil itens, menos da metade do número considerado ideal – entre 15 mil e 20 mil.
Por causa do modelo adotado pelo Enem de Teoria de Resposta ao Item (TRI), as questões precisam ser pré-testadas para que sejam calibradas em níveis de dificuldades, possibilidade de acertos e probabilidade de chute. Na prática, a TRI confere peso diferente a cada questão de acordo com o desempenho de cada candidato nas questões.
A nota do candidato não depende de quantas questões ele acerta, mas sim da dificuldade dos itens respondidos. Assim, dois candidatos com o mesmo número de acertos podem ter pontuações diferentes. A TRI ainda permite que a prova seja comparável no decorrer dos anos – pelo menos desde 2009.
Em março, o MEC iniciou um mutirão para compor questões. A pasta instituiu a realização de oficinas de elaboração e revisão de itens em parceira com 24 universidades federais para compor o Banco Nacional de Itens.
A portaria que instituiu a parceria ainda permitiu que os professores dessas universidades possam ser convocados a qualquer momento para eventuais oficinas de “força-tarefa”, caso o MEC identifique necessidade de elaboração de mais itens de alguma área específica. / P.S.
Um caderno de exercícios distribuído a alunos do Colégio Christus, em Fortaleza, dez dias antes do Enem de 2011 continham 14 questões que caíram no exame. As questões vazaram de um pré-teste realizado na escola um ano antes, conclui a Polícia Federal. O MEC anulou os 14 itens para 1.139 alunos da instituição. Eram estudantes do último ano do ensino médio e também matriculados no cursinho.
Facebook Twitter Email
Read More
Social links powered by Ecreative Internet Marketing