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Posted by on mar 5, 2013 in Avaliação Educacional, Educação Superior, MEC | 0 comments

Novo Instrumento de Avaliação de IES

ROBERTA MURIEL CARDOSO – REVISTA GESTÃO UNIVERSITÁRIA – 05/03/2013 – BELO HORIZONTE, MG

O INEP, por meio da Nota Técnica Nº 08 CGACGIES/DAES/INEP, apresentou proposta de um novo Instrumento de Avaliação para as Instituições de Ensino Superior – IES, elaborado pela Comissão de Revisão dos Instrumentos, aprovada pela CONAES e pelo CNE em reuniões realizadas em dezembro de 2012 e janeiro de 2013.

Este novo instrumento proposto traz inúmeras modificações e parece se aproximar bem mais das finalidades do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES do que o instrumento utilizado até então.

A avaliação, conforme a proposta do SINAES, exige um instrumento flexível que possibilite um diálogo entre o avaliado e o avaliador, buscando a formação de sentido por meio de uma análise quantitativa e também qualitativa.

O novo instrumento, se bem utilizado por avaliadores capacitados, pode garantir os princípios definidos nas Diretrizes do SINAES que são o respeito à diversidade e à identidade das instituições de ensino, fundamentais para o apoio que estas IES precisam na busca pela qualidade da educação que oferecem.

O instrumento organiza-se em cinco eixos em que estão incluídas as dez dimensões definidas pela Lei 10.861/2004.

Este novo instrumento será utilizado para subsidiar os atos de credenciamento e recredenciamento de instituições de ensino para oferta presencial, além de subsidiar atos de transformação de organização acadêmica das IES.

Em cumprimento à legislação, o INEP tornou pública a proposta buscando um diálogo com as IES que poderão se pronunciar com sugestões acerca do novo instrumento que terá sua versão final apresentada no dia 15 de março de 2013.

O novo Instrumento de Avaliação Institucional Externa será um dos temas discutidos em nosso Curso de Atualização – Novas Regras que Envolvem a Avaliação e a Supervisão, que será realizado no dia 18 de março de 2013 em Belo Horizonte.

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Posted by on dez 10, 2012 in Avaliação Educacional, SINAES | 0 comments

Cálculo do MEC beneficia instituições privadas e dificulta descredenciamento de curso superior

Fonte: CRISTIANE CAPUCHINHO – UOL EDUCAÇÃO – 09/12/2012 – SÃO PAULO, SP

As mudanças adotadas no cálculo da avaliação dos cursos de ensino superior feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) aumentaram as notas das instituições de ensino superior, tornando assim mais difícil o descredenciamento dos cursos, segundo os especialistas ouvidos pelo UOL.

Este ano, o MEC (Ministério da Educação) alterou o peso dado a cada componente de avaliação: perderam peso na nota dos cursos o número de docentes com título de doutor e o desempenho dos alunos; ganharam valor as condições físicas e o projeto pedagógico do curso.

Com as mudanças, a maioria dos cursos conseguiu pontuação maior do que teriam na fórmula usada até 2010. Uma simulação feita pelo professor de estatística Helio Radke Bittencourt, da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica), indica que a nova ponderação aumenta as notas obtidas pelos cursos.

Quando replicada a nota dos alunos concluintes para os alunos ingressantes, `os cursos de instituições públicas ganharam cerca de 7 pontos com os novos critérios, as privadas tiveram majoração de, em média, 17 pontos`, apontou o professor.

Isto é, um curso avaliado com 193 pontos no cálculo antigo alcançaria a faixa 2 –e assim corria o risco de perder o credenciamento do MEC. Se o mesmo curso apresentasse desempenho semelhante porém o cálculo usado seguisse as novas regras, ele poderia alcançar 200 pontos e, assim chegar à faixa 3 — mínima necessária para o credenciamento.

Como as faixas não foram alteradas, `pode-se dizer, sim, que ficou mais difícil ficar com conceitos 1 ou 2`, afirmou.

Em uma simulação feita pela Folha, 8% dos cursos subiram de patamar na escala de 1 a 5 do CPC (Conceito Preliminar de Cursos) e apenas 0,3% foi prejudicado, quando usados o resultado dos cursos das 16 áreas avaliadas em 2011 como se o critério antigo tivesse sido mantido.

O CPC, avaliação de cada curso de graduação do país, faz parte do índice de qualidade da instituição de ensino superior, o IGC (Índice Geral de Cursos).

Influência

`A impressão que dá é que foi realmente feita uma conta para ter um número menor de instituições reprovadas`, considera o professor José Carlos Rothen, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e pesquisador de avaliação do ensino superior.

Rothen ressalta que na mudança do cálculo foi incrementado o valor dos índices de infraestrutura e de qualidade do modelo pedagógico, feitos a partir do questionário preenchido pelos alunos e suscetíveis à influência da faculdade avaliada. `São índices que podem receber muita influência da própria instituição, que pode mostrar para os alunos que eles correm o risco de não ter diploma se a nota da instituição não melhorar`, exemplifica.

Outro lado

Para o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, a mudança não beneficia nenhum tipo de instituição e nem reduz o nível de exigência da avaliação. Segundo ele, as alterações pretendem induzir o aumento do número de professores mestres e doutores contratados pelas instituições.

`Não adianta a instituição ter professores doutores se esses fossem horistas. Chegamos à conclusão de que seria possível mudar a ponderação sem causar prejuízos à avaliação e induzir a melhoria da qualidade`, explicou.

Sobre as críticas em relação ao uso de questionários de alunos para avaliar a qualidade da infraestrutura da instituição e seu modelo pedagógico, Costa afirmou que não há subjetividade no critério. `Quando se tem uma amostra representativa, não se pode falar em subjetividade porque você tem respostas consistentes trabalhadas estatisticamente`.

O presidente também afirmou que as mudanças foram frutos de longas discussões com as comissões de educação, como o CNE (Conselho Nacional de Educação) em que há representatividade da sociedade civil.

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