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Posted by on set 3, 2013 in Avaliação docente, Avaliação Educacional, Educação | 0 comments

Professor não precisará fazer prova para promoção de carreira

 

PAULO SALDAÑA - O ESTADO DE SÃO PAULO – 29/08/2013 – SÃO PAULO, SP

Professores da rede estadual de São Paulo poderão optar em não fazer a prova de mérito para obter promoção na carreira. Comissão paritária formada entre a Secretaria de Educação e sindicatos definiu anteontem que os docentes da rede poderão apresentar um memorial com síntese da atuação pedagógica, atividades na escola e até práticas fora da rede.

Ainda não está definido quando a mudança passa a valer. Segundo a secretaria, o que foi definido deve passar por outras comissões e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). `A secretaria entende que ambos os procedimentos, prova e memorial, são importantes`, informou a assessoria de imprensa.

Criado em 2009, a prova sempre causou polêmica na rede. Hoje, ela é realizada todos os anos – a próxima ocorre no domingo – e os docentes podem conseguir promoção por desempenho a cada três anos. Sindicatos nunca concordaram com o exame e chegaram a pedir sua extinção. A discussão sobre novos critérios de promoção e evolução estão sendo feitas na comissão desde 2011.

O professor vai decidir se faz a prova ou entrega o memorial. O governo negociava manter a prova e o memorial, sem abrir a possibilidade de escolha. Outra opção do governo era que o sistema fosse alternado, o que também não foi para frente. Segundo a Apeoesp, sindicato da categoria, a manutenção de dois critérios `pioraria` o que já existe.

Entidades sindicais comemoraram. `Ter uma única prova para conseguir promoção não é certo`, defende José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP). `Com o memorial, todo o serviço extra, desde projetos na escola, programas com deficientes ou mesmo atuação social, pode ser contemplado.`

Ainda não há definição sobre o que poderá ser considerado no material. Esboço desenhado na comissão indica que o conselho de escola realizará a avaliação dos arquivos, para depois ser encaminhado para a diretoria regional de ensino validar.

O professor da USP Ocimar Alavarse entende que o modelo de memorial é melhor que a prova. `É difícil encontrar prova capaz de dar conta de características do professor. O memorial retrata melhor a inserção do professor`, diz ele. `Mas é preciso definir quais critérios para avaliar esse material.`

O governo ainda deve publicar em breve decreto que revisa o esquema de evolução acadêmica e não acadêmica, abrindo leque maior de pontuação. Ainda há estudo para mudar o sistema de bonificação dos professores – hoje ancorado no Idesp, indicador que considera avaliação dos estudantes e taxas de aprovação.

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Posted by on dez 3, 2012 in Avaliação Educacional, Prova Brasil, Saeb | 0 comments

Minas Gerais coloca placas com nota do Ideb nas escolas estaduais

MARIANA MANDELLI – DO TODOS PELA EDUCAÇÃO – UOL EDUCAÇÃO – 03/12/2012 – SÃO PAULO, SP

As escolas da rede estadual de Minas Gerais começaram a receber na semana passada placas informativas contendo os resultados do último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Até agora, 21 unidades de ensino foram contempladas e a ideia é que, até o início do ano letivo de 2013, as mais de três mil escolas administradas pelo Estado recebam e instalem o painel.

Segundo a Secretaria de Educação de Minas Gerais, a escola escolhe o local onde fixar a placa, contanto que seja num ponto em que haja grande fluxo e de fácil visualização. Os índices mostrados referem-se aos resultados do Ideb no ciclo 1 e 2 do ensino fundamental, uma vez que o Ideb do ensino médio é calculado de forma amostral.

Minas não é o primeiro Estado a adotar a medida. Em agosto do ano passado, a rede estadual de Goiás também afixou placas com as notas do Ideb nas escolas. Com a divulgação do índice de 2011, a secretaria afirma que os painéis estão sendo atualizados e fixados em um poste na calçada dos estabelecimentos de ensino. O próprio prédio da secretaria tem, em sua fachada, uma grande placa com os índices totais da rede.

Polêmica

A medida é um dos temas mais debatidos na Educação nos últimos anos. Controversa, a iniciativa divide opiniões sobre o impacto pedagógico e na gestão escolar. Enquanto alguns especialistas acreditam que a comunicação dos dados envolve e mobiliza a comunidade, a principal crítica dos que negam a eficácia da ação é que ela estigmatiza as unidades de ensino, impondo um rótulo que pode ser maléfico para a evolução dos processos de ensino e de aprendizagem.

“Não se deve expor. Os resultados das avaliações externas devem ser públicos, mas não dessa forma. Eles devem motivar projetos que melhorem a qualidade do ensino”, afirma Ruben Klein, consultor da Fundação Cesgranrio, membro da comissão técnica do Todos Pela Educação e presidente da Abave (Associação Brasileira de Avaliação Educacional).

Estudos já comprovam que as escolas com Ideb baixo normalmente atendem alunos de perfil socioeconômico baixo, vindos de famílias pobres e que dificilmente se engajariam nas mudanças necessárias. “Os pais não vão resolver tudo”, opina Klein.

O pesquisador também teme que a “etiqueta” do Ideb desmotive, além de alunos e pais, os profissionais que atuam na escola: professores, coordenadores e gestores. “Isso pode puxar todo mundo para baixo. Temos que apender a trabalhar os dados diagnósticos com as famílias sem criar esses rótulos”, diz.

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