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Posted by on set 13, 2013 in ENEM, IDEB, INEP, Prova Brasil, Saeb | 0 comments

Como o Enem, Prova Brasil terá questões de ciências humanas e da natureza

DA REDAÇÃO - UOL EDUCAÇÃO – 12/09/2013 – SÃO PAULO, SP

A exemplo do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a Prova Brasil deste ano incluirá questões de ciências humanas e de ciências da natureza. Esta será a primeira que vez que o exame cobrará conteúdos de ciências, até o ano passado os alunos faziam provas apenas de português e matemática.

Com duas horas de duração, o exame de ciências terá 52 questões –mesmo número da prova de matemática e português juntas. A nova prova só será aplicada para alunos do 9° ano do ensino fundamental e do 3° ano do ensino médio, por enquanto.

As notas da nova disciplina não serão utilizadas na composição do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2013. Esta primeira edição servirá apenas como teste para calibrar a matriz e avançar nos cálculos do Ideb para 2015.

Questionado, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) não soube dizer temas de quais disciplinas poderão ser abordados nas questões, pois o documento final com as matrizes de referência do exame ainda não estão disponíveis. No entanto, o órgão garante que os sistemas de ensino já sabem quais são as matrizes do exame.

Segundo o órgão, a inclusão de questões de ciências `permitirá o diagnóstico da proficiência dos estudantes nesta área do conhecimento que, juntamente com a matemática, leitura e escrita, é estratégica no desenvolvimento dos estudantes no Brasil`.

A Prova Brasil será realizada em dois dias: 11 e 21 de novembro.

O que é Prova Brasil?

A Prova Brasil é uma avaliação em larga escala do Inep aplicada a cada dois anos em escolas públicas urbanas e rurais que possuem turmas de 20 ou mais estudantes. O objetivo é avaliar o sistema educacional, analisando o desempenho de alunos, docentes e servidores.

As escolas são selecionadas pelo Inep com base em dados do Censo Escolar. Até 2012, as provas eram compostas por quatro blocos – dois de língua portuguesa e dois de matemática. Não são divulgados resultados individuais dos estudantes, já que o objetivo é avaliar a unidade e o sistema de ensino.

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Posted by on fev 7, 2013 in Avaliação Educacional, Educação, ENEM, INEP, MEC, Prova Brasil, Saeb, TRI | 0 comments

Prova Brasil avaliará ciências a partir deste ano, diz Mercadante

Exame é aplicado a alunos de 5º e 9 º ano do fundamenta e 3º ano do ensino médio

Fonte: R7 em 6/2/2013 e Estadão Conteúdo

O governo federal vai introduzir neste ano, de forma amostral, questões de ciências na Prova Brasil, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Hoje, o exame, que é aplicado aos alunos de 5.º e 9.º ano do ensino fundamental e 3.º ano do ensino médio das redes públicas do País, avalia português e matemática.

— Num primeiro momento, (a medida) não terá o objetivo de interferir na nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), mas será a preparação para isso. A Prova Brasil do 5.º e do 9.º ano (do ensino fundamental) terá ciências também.

O Ideb combina o resultado do desempenho dos estudantes em avaliações (Prova Brasil/Saeb) com a taxa de aprovação.

A Prova Brasil é uma avaliação em larga escala do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), aplicada a cada dois anos em escolas públicas urbanas e rurais que possuem turmas de 20 ou mais estudantes. O objetivo é avaliar o sistema educacional, analisando o desempenho de alunos, docentes e servidores.

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As escolas são selecionadas pelo Inep com base em dados do Censo Escolar. As provas são formadas por quatro blocos – dois de língua portuguesa e dois de matemática. Não são divulgados resultados individuais dos estudantes, já que o objetivo é avaliar a unidade e o sistema de ensino.

Simulado

Mercadante também afirmou que o Inep está disposto a apoiar todas as prefeituras que quiserem promover simulados da Prova Brasil.

— “Teremos uma avaliação pedagógica que indicará onde a escola está bem, onde não está. Estamos dispostos a apoiar todo mundo que quiser fazer simulado. Vamos colocar as questões à disposição e ajudar a viabilizar as provas.

No caso do ensino médio, o MEC quer substituir a Prova Brasil/Saeb, amostral, pelo ENem (Exame Nacional do Ensino Médio). Questionado sobre o assunto, o ministro disse que “as administrações públicas, as secretarias de Educação e os estudantes já trocaram” a Prova Brasil/Saeb pelo Enem na avaliação do ensino médio.

— Já trocaram porque é concreto: a escola coloca ou não o estudante em uma federal, no ProUni (Programa Universidade para Todos), no Ciência sem Fronteiras, nas cotas. Esse vai ser o debate, não tem outro.

O ministro considerou “bobagem”as críticas de que o governo estaria tentando “maquiar” a avaliação do ensino médio, após o resultado do Ideb do ensino médio apontar para uma estagnação – o índice foi de 3,6 (Ideb 2009) para 3,7 (2011).

— O Enem hoje é o foco dos estudantes do ensino médio, é o que define a vida deles. É para onde os pais estão olhando, para onde a escola está olhando.

Mercadante também elogiou o parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação) que flexibiliza a Lei Geral da Copa e autoriza as escolas de todo País a manterem suas atividades durante o campeonato. O texto determina que os sistemas de ensino “deverão ajustar os calendários escolares” de forma que o período de férias compreenda todo o período do Mundial.

— Não tem Copa em todas as cidades nem todos os jogos são prioridade. Temos de mostrar que educação é prioridade.”

Debate

A inclusão de ciências na Prova Brasil – o que deixará o exame mais parecido com o teste do Pisa (Programa Internacional de Avaliação) – é vista com bons olhos por especialistas consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo. No entanto, alguns deles criticam a falta de debate sobre como os assuntos deveriam abordados no exame. Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que a “discussão não aconteceu até hoje, nem mesmo com a definição das matrizes curriculares de português e matemática”.

Especialistas também questionam a não inclusão de outras disciplinas na avaliação. “Por que não incluir de forma amostral história e geografia?”, questiona Alexandre Oliveira, da consultoria Meritt Informação Educacional. O ideal, segundo Marcio da Costa, professor da Faculdade de Educação da UFRJ, é que a matriz funcione como um indutor do próprio currículo do ensino básico.

O presidente do CNE, José Fernandes de Lima, afirmou que a ideia é finalizar finalizar até julho as diretrizes de ciências. É esperado que o MEC se guie por esse estudo.

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Posted by on jan 28, 2013 in Avaliação Educacional, Banco de Itens, ENEM, INEP, Prova Brasil, Saeb, TRI | 0 comments

MEC quer substituir Prova Brasil pelo Enem na avaliação do ensino médio

Fonte: Amanda Cieglinski/Repórter da Agência Brasil
Focando a Notícia
Publicado em quarta-feira, agosto 22, 2012 ·

Comentário do Administrador do Projeto Téta: Artigo já é antigo, mas com informações relevantes atualmente.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na terça (21) que a pasta vai mudar a forma de avaliar a qualidade do ensino médio. A proposta é substituir a Prova Brasil, avaliação que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O argumento do ministro é que apenas 69 mil estudantes em um universo de 8 milhões participam da Prova Brasil, enquanto o Enem é quase censitário. A mudança já valeria para 2013.
Mercadante se reuniu com os secretários de Educação dos estados e, segundo ele, é unânime entre os dirigentes a necessidade de usar o Enem como parâmetro da qualidade. Os resultados do Ideb de 2011, anunciados na semana passada, mostraram uma quase estagnação em relação a 2009 e uma piora da qualidade do ensino em alguns estados.
No entanto, se forem consideradas as notas do Enem obtidas por alunos da rede pública, há uma evolução. Em português, a média dos alunos da rede pública cresceu de 477,9 pontos para 503,7 pontos entre 2009 e 2011. Em matemática a evolução foi de 477,1 pontos para 492,9 pontos no mesmo período de comparação.
O ministro negou que a intenção seja mudar o indicador para melhorar o resultado. Para ele, os resultados do Enem são mais fidedignos porque a amostra de participantes é maior e os alunos fazem a prova com mais comprometimento, já que podem usar os resultados do Enem para ingressar em um curso superior.
Para o ministro a motivação é a grande explicação para a diferença de resultados entre Ideb e Enem. “O Enem se consolidou e é ele que deve realmente avaliar a qualidade do ensino médio. Quando mostro o Enem, a proficiência em português e matemática evoluiu muito positivamente”, defendeu.
O MEC encomendou ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep) um estudo para que, na mudança de metodologia, não se perca a série histórica que já existe com a Prova Brasil e que permite comparar a evolução da qualidade e o cumprimento ou não das metas de melhoria.
Para o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, a mudança não tenta “minimizar o problema que existe no ensino médio”. Segundo argumenta, “não é maquiagem, de fato nós temos problemas no ensino médio”.

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Posted by on dez 10, 2012 in Avaliação Educacional, ENEM, INEP, Prova Brasil, Saeb, TRI | 0 comments

Rico banco de dados sobre educação ainda é pouco divulgado e utilizado

Fonte: LEONARDO CAZES - O GLOBO – 09/12/2012 – RIO DE JANEIRO, RJ

O Brasil possui um enorme banco de dados sobre alunos, professores e as escolas da rede pública, mas essas informações são pouco estudadas e utilizadas na produção de diagnósticos e na formulação de políticas públicas. Os microdados, como são chamados, são os resultados dos questionários aplicados em avaliações de larga escala, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a Prova Brasil, usada no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para especialistas, a divulgação organizada dessas informações é muito mais relevante para melhorar a educação no país do que a publicação de um ranking de escolas, como feito pelo Ministério da Educação (MEC) este ano com o Enem, pois é possível entender, em detalhes, as razões para um bom e um mau resultado.

Segundo Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a divulgação de rankings estimula uma competição equivocada entre as escolas, principalmente na rede privada. Há casos, inclusive, de colégios que selecionam e separam os melhores alunos para conseguir resultados elevados e transformá-los em estratégia de marketing.

Rankings não ajudam o debate público

O diretor-executivo da Fundação Lemmann, Denis Mizne, concorda e aponta o ranking como um desserviço ao debate sobre a qualidade da educação brasileira, embora não seja contra a divulgação do resultado por escola.

— Não sou contra a divulgação do resultado por escola, mas ele não colabora com o debate público. A divulgação de colégios em forma de ranking, pela média, sem levar em consideração a sua composição, no que ela foi bem e no que ela foi mal, leva a maus usos dos dados, que são contraproducentes. Para melhorar a educação, o ranking não adianta nada. A diferença de pontos entre os primeiros colocados é pequena, mas é uma diferença enorme para os donos dos colégios — questiona o diretor-executivo da Fundação Lemmann.

Os microdados são capazes de oferecer um raio-x muito mais claro da qualidade do ensino e do impacto que diversos fatores (como a composição da escola, o perfil dos professores e o ambiente escolar) têm no aprendizado. Os questionários aplicados na última edição da Prova Brasil, em 2011, foram respondidos por cerca de 220 mil docentes e 4 milhões de estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental, em todo o país, além de mais de 50 mil diretores. A participação é voluntária.

Os resultados revelam a condição socioeconômica dos membros da comunidade escolar, se o currículo foi cumprido, a qualificação dos profissionais, a participação dos pais. Junto com outros levantamentos feitos pelo Inep, como o Censo Escolar, é possível descobrir quantas unidades possuem quadra poliesportiva, bibliotecas e salas de informática. Contudo, estas informações são disponibilizadas em formatos pouco amigáveis, incompreensíveis a quem não possui conhecimentos de estatística. Assim, secretarias municipais que não possuam uma equipe técnica qualificada encontram muitas dificuldades para extrair conclusões importantes sobre seu desempenho nas avaliações nacionais e sobre como podem melhorar. Esse serviço, na visão de Daniel Cara, devia ser disponibilizado pelo próprio Inep.

— O retorno dessas avaliações, que poderia ser feito de forma pública pelo Inep, é realizado por meio de empresas que cobram as redes por esses serviços. O Inep poderia ter sua função muito mais bem aproveitada. Da forma como são divulgados os dados, a educação tem uma avaliação que segue a lógica do semáforo: a situação está no vermelho, amarelo ou verde — diz o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. — O cruzamento de dados oferece ferramentas boas. Como o instituto é muito focado no trabalho de produção do Enem, ele acaba não oferecendo um serviço que revolucionaria o planejamento. Ele poderia formar os quadros para as secretarias municipais e estaduais de educação e oferecer um serviço, em regime de colaboração. É preciso também ter um sistema nacional de avaliação da educação básica sabendo o que pode ser apreendido a partir de cada prova.

Falta de pesquisadores na área

Para Ruben Klein, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), a cultura das avaliações em larga escala é recente no Brasil, pois teve início apenas em 1995. Até então, apenas algumas redes estaduais mantinham experiências isoladas. Por isso, a produção acadêmica sobre o assunto ainda é insuficiente no país. Ele sugere que as prefeituras menores procurem parcerias com universidades e centros de pesquisa para conseguir trabalhar com essas informações. Segundo Klein, as avaliações mostraram que muitos diagnósticos sobre a situação da educação no Brasil estavam errados.

— A avaliação começou para valer em termos nacionais em 1995. Até aí, havia muitos diagnósticos errados. Falava-se em evasão, mas, na verdade, nosso maior problema era a repetência. Acreditava-se que a solução era construir escola, quando na realidade os alunos não estavam aprendendo. O problema é a qualidade da escola. Essa é uma área recente no Brasil, não tinha ninguém trabalhando com isso. A partir da década de 1990 é que começaram a surgir alguns grupos — aponta o presidente da Abave, que tenta estimular o desenvolvimento de trabalhos no campo.

Cara aponta ainda a falta de independência do órgão, em comparação com outros institutos da administração federal, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos. A apresentação das pesquisas realizadas pelos dois é feita pelos próprios técnicos responsáveis, enquanto no caso do Inep esse papel é assumido pelo ministro da Educação. Na sua opinião, é fundamental que a equipe do instituto tenha autonomia para analisar com frieza os números para produzir diagnósticos consistentes.

Inep afirma que “está se reestruturando”

Em janeiro deste ano, entre a saída da então presidente Malvina Tuttman e a chegada do atual, Luiz Cláudio Costa, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) chegou a publicar uma carta aberta dirigida ao MEC em que lamentavam as constantes mudanças de comando (foram quatro desde 2009 devido a problemas na realização do Enem).

Os funcionários alegavam que “o órgão apresenta fragilidades e ainda não sustenta condições favoráveis para o pleno desenvolvimento de estudos, pesquisas e avaliações de acordo com suas finalidades institucionais. Ademais, os salários pouco atrativos e as carreiras muito longas não representam um estímulo para a permanência de servidores. A perda de quadros impõe-se como uma difícil realidade e compõe o rol dos grandes desafios ao cumprimento das finalidades do órgão”.

Procurado pelo GLOBO, o Inep informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o tempo entre a coleta dos microdados da Prova Brasil 2011 e a sua disponibilização na internet diminuiu em um ano, em comparação com a edição de 2009. O órgão ressaltou que é preciso um grande esforço operacional para processar as informações.

Está em andamento também um trabalho para tornar a visualização dos microdados mais dinâmica e amigável aos usuários, segundo o Inep. O instituto ressaltou que “está se reestruturando para ampliar cada vez mais o seu papel como uma autarquia que pensa, reflete e formula estudos e políticas para a educação brasileira. Além disso, o Inep é hoje uma autarquia capaz de pensar o processo da educação brasileira, de realizar e aplicar avaliações importantes para o país”.

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