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Posted by on fev 7, 2013 in Avaliação Educacional, Educação, ENEM, INEP, MEC, Prova Brasil, Saeb, TRI | 0 comments

Prova Brasil avaliará ciências a partir deste ano, diz Mercadante

Exame é aplicado a alunos de 5º e 9 º ano do fundamenta e 3º ano do ensino médio

Fonte: R7 em 6/2/2013 e Estadão Conteúdo

O governo federal vai introduzir neste ano, de forma amostral, questões de ciências na Prova Brasil, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Hoje, o exame, que é aplicado aos alunos de 5.º e 9.º ano do ensino fundamental e 3.º ano do ensino médio das redes públicas do País, avalia português e matemática.

— Num primeiro momento, (a medida) não terá o objetivo de interferir na nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), mas será a preparação para isso. A Prova Brasil do 5.º e do 9.º ano (do ensino fundamental) terá ciências também.

O Ideb combina o resultado do desempenho dos estudantes em avaliações (Prova Brasil/Saeb) com a taxa de aprovação.

A Prova Brasil é uma avaliação em larga escala do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), aplicada a cada dois anos em escolas públicas urbanas e rurais que possuem turmas de 20 ou mais estudantes. O objetivo é avaliar o sistema educacional, analisando o desempenho de alunos, docentes e servidores.

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As escolas são selecionadas pelo Inep com base em dados do Censo Escolar. As provas são formadas por quatro blocos – dois de língua portuguesa e dois de matemática. Não são divulgados resultados individuais dos estudantes, já que o objetivo é avaliar a unidade e o sistema de ensino.

Simulado

Mercadante também afirmou que o Inep está disposto a apoiar todas as prefeituras que quiserem promover simulados da Prova Brasil.

— “Teremos uma avaliação pedagógica que indicará onde a escola está bem, onde não está. Estamos dispostos a apoiar todo mundo que quiser fazer simulado. Vamos colocar as questões à disposição e ajudar a viabilizar as provas.

No caso do ensino médio, o MEC quer substituir a Prova Brasil/Saeb, amostral, pelo ENem (Exame Nacional do Ensino Médio). Questionado sobre o assunto, o ministro disse que “as administrações públicas, as secretarias de Educação e os estudantes já trocaram” a Prova Brasil/Saeb pelo Enem na avaliação do ensino médio.

— Já trocaram porque é concreto: a escola coloca ou não o estudante em uma federal, no ProUni (Programa Universidade para Todos), no Ciência sem Fronteiras, nas cotas. Esse vai ser o debate, não tem outro.

O ministro considerou “bobagem”as críticas de que o governo estaria tentando “maquiar” a avaliação do ensino médio, após o resultado do Ideb do ensino médio apontar para uma estagnação – o índice foi de 3,6 (Ideb 2009) para 3,7 (2011).

— O Enem hoje é o foco dos estudantes do ensino médio, é o que define a vida deles. É para onde os pais estão olhando, para onde a escola está olhando.

Mercadante também elogiou o parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação) que flexibiliza a Lei Geral da Copa e autoriza as escolas de todo País a manterem suas atividades durante o campeonato. O texto determina que os sistemas de ensino “deverão ajustar os calendários escolares” de forma que o período de férias compreenda todo o período do Mundial.

— Não tem Copa em todas as cidades nem todos os jogos são prioridade. Temos de mostrar que educação é prioridade.”

Debate

A inclusão de ciências na Prova Brasil – o que deixará o exame mais parecido com o teste do Pisa (Programa Internacional de Avaliação) – é vista com bons olhos por especialistas consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo. No entanto, alguns deles criticam a falta de debate sobre como os assuntos deveriam abordados no exame. Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que a “discussão não aconteceu até hoje, nem mesmo com a definição das matrizes curriculares de português e matemática”.

Especialistas também questionam a não inclusão de outras disciplinas na avaliação. “Por que não incluir de forma amostral história e geografia?”, questiona Alexandre Oliveira, da consultoria Meritt Informação Educacional. O ideal, segundo Marcio da Costa, professor da Faculdade de Educação da UFRJ, é que a matriz funcione como um indutor do próprio currículo do ensino básico.

O presidente do CNE, José Fernandes de Lima, afirmou que a ideia é finalizar finalizar até julho as diretrizes de ciências. É esperado que o MEC se guie por esse estudo.

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Posted by on jan 30, 2013 in Educação, ENEM, MEC, TRI | 0 comments

Enem: edital deve sair em maio; duas edições estão descartadas

DA REDAÇÃO – TERRA EDUCAÇÃO – 30/01/2013 – SÃO PAULO, SP

O cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ainda não está definido. O Ministério da Educação (MEC), contudo, prevê a divulgação do edital em maio, com inscrições entre junho e julho e provas no final de outubro. Novamente, haverá apenas uma edição este ano. A ideia de se fazer duas provas anuais, defendida com veemência pela presidente Dilma e pelo então ministro da Educação (hoje prefeito de São Paulo) Fernando Haddad no início de 2012, foi descartada por ainda não haver condições técnicas para garantir dois testes em 2013.

Segundo a assessoria do MEC, o atual ministro, Aloizio Mercadante, não é contra as duas edições, apenas acredita que, por enquanto, é preciso garantir a eficiência na aplicação de uma prova. Assim, a proposta de duas edições só deve voltar a ser discutida a partir do ano que vem.

Entre os motivos apontados pelo ministério para rejeitar a aplicação de duas provas no momento está o elevado custo do exame. Em 2012, por exemplo, foi gasto um valor estimado de R$ 270 milhões, já descontando a receita com o valor arrecadado com as inscrições. A logística para aplicar uma prova para mais de quatro milhões de estudantes ainda desafia os técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao MEC responsável pelo Enem.

Para 2012, o MEC havia agendado a aplicação de duas provas: uma em abril e outra em novembro. No entanto, após as falhas verificadas na edição de 2011 (vazamento de questões da prova), a etapa de abril foi cancelada. Em janeiro de 2012, a presidente Dilma minimizou os sucessivos erros no certame e garantiu duas edições para 2013. `Nós melhoramos, vamos melhorar ainda mais e vamos ter depois, no ano que vem (2013), duas edições`, afirmou na ocasião. A ideia de duas edições era uma bandeira do ministro Haddad, que queria ver o Enem substituir todos os vestibulares do País. As falhas, no entanto, o fizeram recuar do plano original.

 

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