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Posted by on mar 13, 2014 | 0 comments

Em 38% das casas do país, ao menos 1 pessoa acessa a web pelo celular

13/03/2014 11h34 – Atualizado em 13/03/2014 13h06
Segundo Ipea, 40,8% dos domicílios possuem acesso à internet.
Computador está presente em 48,1% dos domicílios.
Do G1, em São Paulo

Em mais de um terço dos domicílios do país (38,1%), ao menos uma pessoa acessa a internet através do telefone celular, aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo mostra ainda que 40,8% das residências possuem acesso à internet e que 68% dos usuários afirmam utilizar o serviço diariamente.
A pesquisa “Sistema de Indicadores de Percepção Social: serviços de telecomunicação” ouviu moradores de 3.810 domicílios sobre temas como telefonia fixa, celular, acesso à internet, TV por assinatura e TV aberta. Segundo o Ipea, a margem de erro geral em nível nacional é de 1,34%.
No que diz respeito ao tipo de acesso à web, 32,8% afirmaram que se conectam via infraestrutura de TV a cabo, 23% via telefonia fixa e 18,3% via modem de telefonia móvel. Outros 10,6% se conectam através de banda larga via satélite, 10,2% por banda larga via rádio, 1,5% via linha discada e 3,6% por outros meios.
Os principais motivos apontados para a não contratação de serviços de acesso à internet pelos entrevistados foram: não possuir computador (59,6%), não ter condições de pagar o acesso (14,1%), não ter necessidade/interesse (8,7%) e não saber utilizar (4,3%).
O levantamento mostra que o computador está presente em 48,1% domicílios. Entre os que não possuem o aparelho, 34% dos entrevistados responderam que pagariam entre R$ 300 e R$ 800 pelo equipamento. Outros 29,3%, porém, declararam que não estão dispostos a comprar um computador.
Em relação ao preço do serviço de acesso à internet, mais da metade dos domicílios (55,2%) pagam entre R$ 31 e R$ 70.
A pesquisa também indagou sobre a velocidade de acesso contratada. Nesse item, 31,6% dos entrevistados declararam não saber qual era o pacote que haviam contratado. Nas regiões Norte e Nordeste, mais da metade dos entrevistados não sabem a velocidade que recebem da operadora.
Apenas 19,7% pagam pacotes combinados
Segundo a pesquisa, em 9,1% dos domicílios brasileiros não há utilização de nenhum dos serviços de telecomunicações. “Provavelmente, nesse grupo estão domicílios situados na zona rural e/ou de mais baixa renda”, afirma o estudo.
Segundo o levantamento, 90,5% dos domicílios possuem TV aberta, enquanto 26,6% possuem TV por assinatura.
O estudo mostra que a ampla maioria, 70,6%, contrata os serviços de telecomunicações separadamente e que apenas 19,7% pagam por pacotes combinados. “Isso pode ser consequência, principalmente, do fato de o domicílio contratar os serviços de prestadores diferentes ou da ausência de oferta de pacotes em todas as áreas. Outra possível causa é a oferta de pacotes combinados não atenderem às possibilidades econômicas das famílias”, diz o Ipea.
Nos tipos de pacotes citados pelos entrevistados, a pesquisa mostra o predomínio dos serviços de telefonia fixa, de banda larga e TV por assinatura. A telefonia fixa está presente em 80%, enquanto a banda larga está em 91,2%. Aqueles em que ambos estão presentes representam 76,4% dos pacotes. O tipo mais contratado, 30,1%, é o que contém somente os serviços de telefonia fixa e banda larga. Ainda segundo o Ipea, o valor pago por pacote se concentra entre R$ 71 e R$ 150.
Em 15,5% das casas, ninguém tem celular
Segundo o Ipea, o serviço de telefonia fixa está presente em 54,4% dos domicílios brasileiros. “Dos que não possuem telefone fixo no domicilio, quase dois terços afirmaram que o celular substitui o telefone fixo. Daí prescindirem dele”, diz o relatório.
Com relação à telefonia móvel, 15,5% responderam que no seu domicílio nenhum morador possuía telefone celular. Em 29,2% das casas, todos os moradores possuem o serviço, enquanto em 16,3% menos da metade dos residentes tem telefone móvel.
A modalidade pré-paga é utilizada em 82,5% dos domicílios e a pós-paga, em 5,9%. Do total de entrevistados, 78,6% afirmaram que utilizam somente o serviço pré-pago e 2% informaram usar o serviço pós-pago, enquanto 3,9% afirmaram adotar ambas as modalidades.

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