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Posted by on nov 21, 2013 | 0 comments

Entrevista: Como o Índice de Progresso Social pode ajudar países a pensarem suas estratégias de desenvolvimento social

Fonte: Curso Ferramentas de Gestão

13 de setembro de 2013

Nos últimos 50 anos, a humanidade avançou de maneira significativa em seus níveis de bem-estar. Contudo, o progresso conquistado foi desigual, deixando à margem do desenvolvimento muitas populações. O crescimento econômico sublinhou disparidades sociais, especialmente nas nações em desenvolvimento. Diversas iniciativas tentaram mapear esse cenário e sistematizar dados que orientam políticas e investimentos sociais com foco em ganhos econômicos, aliados a conservação ambiental e à responsabilidade social. Nesse sentido, a Fundação Avina tem se destacado e apresenta o Índice de Progresso Social (IPS).

O redeGIFE conversou com Glaucia Barros, diretora da instituição no Brasil, para entender melhor a iniciativa. Confira.

redeGIFE: O que é o Índice de Progresso Social (IPS)?
Barros: É uma iniciativa global promovida pela Fundación Avina, Skoll Foundation, Cisco, Banco Compartamos e Deloitte, que busca posicionar uma nova métrica para monitorar o desempenho das nações e colocar o bem-estar humano no centro das preocupações dos tomadores de decisões. O IPS analisa 52 indicadores em três eixos considerados estratégicos para o desenvolvimento social: a satisfação de necessidades humanas básicas, o estabelecimento de infraestrutura e instrumentos que permitam a ascensão social e a promoção de oportunidades. O cálculo é feito com base na combinação de dados das organizações das Nações Unidas e em pesquisas de percepção.

redeGIFE: Qual sua abrangência?
Barros: Nesta primeira edição, apresentada no Skoll World Forum de Oxford, em abril de 2013, foram computados dados de 50 países que abrigam 75% da população mundial. Em 2014, o modelo será aprimorado e ampliará a amostra para, no mínimo, cem países.

redeGIFE: Quando surgiu a articulação entre os parceiros que promovem essa iniciativa?
Barros: Em 2008, a Fundación Avina, a Skoll Foundation e o Banco Compartamos do México geraram uma parceria com o Instituto de Estratégia e Competitividade de Harvard, a empresa Cisco Systems e outros líderes e organizações. O objetivo era dar origem ao Social Progress Imperative, um projeto global cujo conceito inicial foi proposto em Dubai, em 2009, por Matthew Bishop, da revista The Economist, no contexto do Conselho sobre Filantropia Corporativa e Investimento Social do Fórum Econômico Mundial.

redeGIFE: Como o índice pode orientar políticas públicas e práticas de investimento social empresarial?
Barros: Os resultados do índice são acompanhados por um diagnóstico que ajuda o país a determinar seus principais desafios e suas causas, as fortalezas e limitações das instituições locais para endereçar as soluções para os problemas. Com isso, governantes e gestores empresariais e de organizações da sociedade civil podem considerar oportunidades para investir e contribuir com a melhoria dos indicadores de progresso social.

redeGIFE: De forma geral, quais são os grandes desafios para o desenvolvimento sustentável no Brasil e na América Latina?
Barros: Na dimensão de necessidades humanas básicas, o Brasil deve trabalhar especialmente em segurança pessoal e também em qualidade do ar, água e saneamento, nutrição e moradia. Em fundamentos de bem-estar, o Brasil precisa endereçar soluções para acesso a cuidados médicos de qualidade e preservar o bom desempenho em sustentabilidade dos ecossistemas. Na dimensão de oportunidades, o país deve melhorar nos indicadores relacionados ao respeito às mulheres e acesso à educação superior. Em linhas gerais, esses são também desafios colocados para outros países da América Latina, com variações relacionadas à sustentabilidade dos ecossistemas, liberdades individuais e tolerância e respeito.

redeGIFE: Durante a última Conferência Ethos, Michael Porter disse que a Fundação Avina é “um dos pioneiros na facilitação de soluções de valor compartilhado para problemas da sociedade”. Como a Fundação Avina avalia essa contribuição hoje tão reconhecida no setor?
Barros: Nossa atuação na América Latina tem se caracterizado pela identificação, fortalecimento e conexão de atores diversos, no sentido de construir e trabalhar com agendas comuns. Acreditamos que esse é o melhor valor que podemos aportar para as mudanças que queremos, a partir da concepção de desenvolvimento sustentável atualizada à luz dos desafios e avanços que vamos identificando com esses mesmos parceiros. Creditamos a esse marco de atuação os bons resultados que vimos obtendo na região em termos de inclusão de catadores nas políticas de gestão de resíduos, de acesso à água, controle de desmatamento na Amazônia e definição de metas para a sustentabilidade urbana, por exemplo.

Para saber mais sobre a iniciativa, acesse a página do Índice de Progresso Social site da Fundação Avina.


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